terça-feira, 13 de outubro de 2009

ENTENDENDO MELHOR O CASO CESARE BATTISTI

“[…] o único fundamento verossímil a justificar a intervenção do STF, relativizando a supremacia interna do Executivo no exercício da soberania política e pondo eventualmente em xeque o princípio da separação dos poderes, é a guarda da Constituição através do controle jurisdicional do ato emanado do Executivo (soberania jurídica)” (Guilherme Pupe da Nóbrega).

O julgamento pelo Supremo Tribunal Federal dos processos envolvendo a extradição e o pedido de asilo político de Cesare Battisti, o ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo – PAC, tem tomado as manchetes de publicações especializadas e mesmo da imprensa tradicional. O assunto vem causando polêmicas, nas searas jurídica e política. Em jogo estão diversas questões, desde o lado jurídico, às brigas políticas, interna e externa. Mas poucos sabem realmente qual o cerne da discussão travada no STF.

O portal Jus Navigandi publica hoje interessante artigo do jovem e brilhante advogado Guilherme Pupe da Nóbrega, sob o título Soberania jurídica x soberania política: o caso Cesare Battisti. O texto traz uma exposição concisa, não menos precisa, sobre os desdobramentos do caso, e a solução de conflitos jurídicos que envolvem a soberania dos países, no caso tanto da Itália como do Brasil, além da sempre conturbada relação entre os Poderes da República, no caso o Executivo e o Judiciário.

No artigo, o autor remete o leitor a temas instigantes, demonstrando com lucidez posicionamentos anteriores do Supremo Tribunal Federal, sempre de forma fundamentada. É texto que merece leitura indicada por este blog (leia AQUI).

2 comentários:

Guilherme Nóbrega disse...

Obrigado pela divulgação e pelos elogios que, como no seu caso, quando qualificados, tem um gosto especial.

O seu blog é mais um estímulo às nossas contribuições e para que nós todos não passemos em branco pela vida...

Grande abraço.

Guilherme

Ítalo Gustavo Leite disse...

Doutor Rodrigo, seu blog está cada vez melhor. De fato, temos que entender que o direito é, e deve ser sempre também instrumento de cultura, daí a importância de espaços progressistas como este.
Devo ressaltar que o senhor poderia muito bem cair no maniqueísmo fácil de nossas lides forenses. Mas faz mais que isto; vai além.
O caso Battisti parece já um fato consumado. Lamento pelo voto do ministro Aires de Brito que confessadamente foi induzido lamentavelmente pelo relator.
Felicito-o ainda pelo grande artigo sobre ESSE PROJETO FICHA-SUJA que é pura demagogia. Políticos de couro duro normalmente são alvos de BOMBAS JURÍDICAS como forma de retaliação às suas posições. A história é cheia de exemplos:da Grécia Antiga, passando pela Rússia e no Maranhão de hoje.
Vida longa a este blog.
Acesse meu blog menos culto, mas aberto também ao debate.
notasjudiciosas.wordpress.com

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